ROSA DE LUTERO - dobradura - como fazer?

Vamos celebrar o jubileu da Reforma Luterana.
Rumo aos 500 anos!!!
Veja neste simples vídeo como fazer a Rosa de Lutero em Dobraduras e Recortes.



Marcelo Peter
Pastor Luterano da IECLB

LUTERO EXPLICOU O SIGNIFICADO DE SEU BRASÃO (Rosa de Lutero)
1 - No centro do emblema, está uma pequena cruz preta. A cruz lembra como Deus vem ao nosso encontro, com o seu amor, através de Jesus Cristo. A cruz nos lembra que a fé no Crucificado nos salva. Pois, ö justo viverá por fé” (Rm 1.17), fé no crucificado.

2 - A cruz preta é rodeada por um coração vermelho. Significa que toda a minha vida fica envolvida pela fé: a minha mente, os meus sentimentos, e a minha vontade. Significa que Cristo agiu na minha vida através da Cruz, e continua agindo. Crendo, recebo uma nova mentalidade a respeito de  mim  mesma e a respeito do relacionamento com todas as pessoas. Crendo, a minha vida recebe um novo sentido, a serviço de Cristo, em favor das pessoas pobres, aflitas e necessitadas.

3 - A rosa branca assinala que a fé nos dá alegria, consolo e paz. A cor branca representa o reino dos céus (de Deus) . O coração vermelho (a nossa vida) descansa sobre uma rosa branca (a pureza). Isso significa que, quando a cruz de Cristo tem lugar em nossa vida, ocorre uma transformação que traz a verdadeira paz e alegria. Todas as promessas de Cristo são representadas por essa rosa branca.

4 - Fundo azul. Azul é a cor do céu, e o fundo sobre o qual estão colocados a cruz, o coração e a rosa branca. Isso nos lembra que assim como Cristo veio ao nosso encontro, Deus também está conosco. Ele está conosco dia após dia. Podemos, pois, viver com a para Deus, como sinais do seu Reino, já aqui e agora. Mas, é também esperança no futuro, pois o azul lembra a eternidade.

5 - Anel dourado. O  ouro é o metal mais precioso. Assim, esse anel representa as dádivas que cada cristão recebe através da cruz e ressurreição de Jesus. A vida que recebemos através de Jesus, para a fé e para o amor, é mais valiosa do que todas as outras coisas preciosas do mundo. O círculo ou anel não tem começo nem fim. Isso nos lembra que, no caminho da cruz, a serviço de Cristo, encontramos a felicidade que não tem fim.

Jeito político e a política que tem jeito

O professor de filosofia Luiz Felipe Pondé dá umas boas tiradas neste tempo de eleições. Vale a pena ver o vídeo completo da entrevista no programa “Canal Livre.

O professor, citando famosos pensadores do século XX, afirma:

“Hoje em dia você precisa ficar o tempo todo pedindo permissão para pensar.”

“Uma das principais características dos povos democráticos é você se ofender facilmente quando outro fala.”

“A democracia é a “menos pior” de todas as formas de governo. Mas, o problema é que as pessoas que tomam as decisões estão sendo movidas por interesses mesquinhos.”


Assista o debate. A gente sempre aprende um pouco mais sobre o jeito político e a política que SIM tem jeito!

Aventuras Pastorais em uma Paróquia de Rondônia

Era para ser uma celebração de Bodas de Prata. Coisa simples e tranquila para qualquer pastor. Mas, este é um caso diferente: Depois de ficar o dia inteiro em uma das pontas da Paróquia no Encontro Paroquial de Mulheres, cheguei a casa, tomei meu banho, arrumei as coisas (violão, livro de liturgia, talar,...) e fui para o destino: a casa do casal Deolindo e Roseli!



Saindo de casa, isso já era de noite (bem escuro), caiu um toró d’água. Graças a Deus que choveu. Estávamos precisando! Porém, esse vai ser o detalhe fundamental da história: a chuva!

Com a chuva e a serração que surgiu ficou mais difícil encontrar o lugar onde eu deveria celebrar as Bodas. Esta aconteceria no interior e na casa do casal. Eu não sabia muito bem onde era. Tinha vagas informações. Fui chegando e pedindo informação de porteira em porteira.

Numa dessas porteiras, entradas e estradas (carreadores) o carro atolou. Na verdade atolar é um termo sutil. Ele grudou num monte de barro e não saía de jeito algum.

Saí em busca de ajuda. Ao chegar à casa mais próxima aconteceu o primeiro evento: o cachorro se soltou da corrente e veio corredo em minha direção, latindo e com ar de feroz. Com tanto medo, soltei um berro que o cachorro recuou.

Dois garotinhos me atenderam. Pedi se eles sabiam onde era a propriedade do casal Deolindo e Roseli, com quem eu iria celebrar as Bodas. Eles disseram, é logo ali (mas esse logo ali...)

Eles pegaram uma lanterna e foram me levar. Atravessei umas 6 ou 7 cercas. Entrei em pasto, saí de pasto, entrei em pasto. Isso tudo com camisa social, calça social e sapato social.

Quando pensei que já estava chegando um dos meninos disse: cuidado que a vaca que deu bezerro está vindo e está brava. Eles pularam a cerca do curral e eu, no desespero, consegui escalar mais de dois metros de cerca de madeira. Pulei para o outro lado do curral e dei de cara com uma cerca de arame farpado. (não sei se você ainda se recorda, mas – como já falei – isso foi de noite, no escuro, com uma lanterninha na mão.)

Continuamos o trajeto pasto adentro para chegar à casa dos noivos. Quando eu pensei que nada mais poderia acontecer, um dos garotos grita: cuidado com a represa! Quando vi já estava com os pés molhados quase entrando na represa de peixes.

Assim, finalmente cheguei à propriedade do casal onde fui prontamente atendido. Logo conseguiram um trator. Aí fui eu novamente, rumo ao mesmo lugar de onde havia saído para, de TRATOR, desatolar o carro e conseguir chegar ao lugar certo para as bodas (Andei de trator pela primeira vez na minha vida, hoje!).
A celebração aconteceu, ainda que com um considerável tempo de atraso. Os meus sapatos, esses eu posso jogar fora, porque o solado rasgou de fora-a-fora. Entrou barro em cada parte deles. E assim se resume a noite de hoje. Ao final, deu tudo certo.

Agora, o que mais vai me marcar nesta noite não será o atolamento do carro, nem o cachorro que quase me atacou, muito menos a vaca brava ou a represa na qual eu quase caí. O que vai me marcar na noite de hoje são outros detalhes.

O que fica comigo é a simplicidade e o carinho das pessoas aqui de Rondônia.

Esses dois garotinhos (Zé e Tiago) que me ajudaram na travessia, não tiveram medo de andar comigo no escuro e na chuva para me ajudar a chegar ao meu destino. Deixaram o conforto do seu lar para me apoiar num momento de dificuldade. Eles nem me conheciam, mas não hesitaram em me ajudar.

O povo que estava preparado para a festa não hesitou em me dar apoio. Estavam todos arrumados para a festa, limpos e perfumados. Porém, não se preocuparam por ter que pisar no barro comigo para tirar o carro do atoleiro. Subiram comigo no trator e fomos baixo uma forte chuva para fazer o socorro.

Cada dia mais esse povo querido, simples, singelo e fraterno aqui de Rondônia está me ensinando a ser e viver Igreja de Jesus Cristo. Louvado seja Deus!

Pastor Marcelo Peter
Paróquia Luterana Caminho da Fé

Alta Floresta - Rondônia