PPHM: histórias e metáforas sobre o rio

Através dos rios muitos povos, grupos e pessoas podem contar a sua história e explicar o seu contexto. Na Bíblia encontramos diversos exemplos disto: no relato da criação (Gn 2. 10-14) vemos que o Jardim do Éden estava localizado num ambiente onde havia um grande rio, desdobrado em quatro grandes braços que o entrelaçavam; O povo hebreu narra a história da chegada à terra onde mana leite e mel a partir da travessia do Rio Jordão (Js 3 e 4); No Ministério de Jesus, desde o seu batismo, o Rio Jordão tem sua importância. Diversos eventos do cotidiano de Jesus e dos discípulos aconteceram pelas margens, arredores e proximidades dali.[1]

Os Sínodos da IECLB também encontram nos rios uma forma de se contextualizar e contar sua história. Tomemos como exemplo os Sínodos Rio dos Sinos, Paranapanema, Uruguai, Amazônia, Vale do Itajaí e o nosso Rio Paraná. Diversas paróquias e comunidades podem contar sua história usando os rios que a circundam ou atravessam. Este é o caso aqui na Paróquia na qual estou inserido.[2] E onde você está convivendo, como é?

O rio, igualmente, é um bom instrumento para explicar e expressar o processo de transformação e desenvolvimento. O filósofo Heráclito já dizia que “ninguém banha-se duas vezes no mesmo rio”. Na segunda vez nem o rio nem a pessoa são os mesmos. Estamos em constante processo de transformação, mudança e crescimento nos mais diversos âmbitos de nossa vida. Assim como as águas do rio passam, a pessoa muda e, ao banhar-se novamente no mesmo rio, tem novas experiências para aprender e compartilhar. Devemos entender a nossa vida como um processo constante de transformação, crescimento e desenvolvimento. Banhar-se no rio, sair para a margem, caminhar nos arredores e proximidades... voltar ao rio... deve ser um processo de constante reflexão para aprender, mudar e contribuir. Esta dinâmica, ensinada pela metáfora do rio, deve levar-nos sempre ao crescimento, como expressou a psicoterapeuta Barry Stevens, ao dizer: “[...] o rio não sabe recuar. Seu caminho é seguir em frente [...]”.[3]

Podemos comparar o Período Prático com esse banhar-se no rio. É possível compreender que este tempo está nos ensinando a compreender melhor o processo de transformação pelo qual devemos passar continuamente para exercer o Ministério Eclesiástico. Possivelmente, todos e todas nós, que estamos nesse processo, estejamos vivenciando a metáfora do rio para consolidar os aprendizados e manter-se firme nos objetivos traçados. Vocacionados por Deus para servir ao Evangelho, inspirados no apóstolo Paulo, estamos seguindo rumo à meta, batalhando continuamente para alcançar o alvo (1 Coríntios 9. 26).

O PAMI[4] testemunha que “todo o nosso serviço é proveniente do ato primeiro do amor de Deus por nós, através de seu Filho Jesus Cristo”. O apóstolo Paulo ensina que “tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para os homens,” (Cl 3.23). Que esta motivação nos auxilie perpetuamente para o desenvolvimento das metas do PPHM. E, especialmente, para além dele.

O desenvolvimento do Período Prático é um processo abençoado por Deus. Ele vem fazendo sua obra em nós, consolidando nossa vocação pessoal para o exercício do Ministério com Ordenação na IECLB. E, esse processo, vai continuar, porque, mesmo depois que terminar este período, vamos continuar exercitando o aprendizado até aqui adquirido, bem como desenvolvendo outras potencialidades. Nesse constante nadar no rio – neste processo reflexivo e autoavaliativo - que possamos cumprir com a palavra bíblica que diz: “Estejam sempre prontos para responder a qualquer pessoa que pedir que expliquem a esperança que vocês têm.” (1Pe 3.15). Que Deus seja nosso amparo e fortaleza em cada passo que ainda precisa ser dado, pois Ele é quem efetua “... tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13). Amém!
                                                                                    
PPHM Marcelo




[1] Mt 3.13; 4.25; Mc 10.1; Lc 18.35; Jo 11. 1-7.
[2] As Comunidades da Paróquia de Pato Branco, em sua maioria, estão às margens, nos arredores e nas proximidades do Rio Chopim.
[3] STEVENS, Barry. Não apresse o rio: ele corre sozinho. São Paulo: Summus Editorial. 1970.
[4] Plano de Ação Missionária da IECLB.

O Dia dos Pais no inverno

Hoje, segundo domingo do mês de agosto, é o Dia dos Pais. Celebramos esta festa em um dos meses mais frios do ano, durante a estação mais gélida do calendário. O que isto pode nos ensinar? Por que isso?

Talvez porque seja uma boa metáfora para instruir aos pais que, em meio ao inverno, devem aquecer a vida dos seus filhos, acalentar a convivência familiar, afagar e acariciar o amor no lar.

Quem sabe seja para demonstrar que os pais devem dar calor de vida e alegria para seus filhos... quando crianças, jovens e até adultos.

Pode ser também para ensinar aos filhos que devem demonstrar seu caloroso amor aos pais.

No inverno o fogão à lenha é muito útil para aquecer o lar. Pais, sejam como os fogões, aqueçam a vida familiar!

PPHM Marcelo