Mensagem de Pentecostes


Neste domingo celebramos o Dia de Pentecostes. A festa do surgimento da Igreja. O livro de Atos, no capítulo 2, retrata o evento da manifestação do Espírito Santo de Deus sobre os apóstolos em Jerusalém. Esta manifestação é o evento criador da Igreja Cristã. O Espírito Santo se mostra presente na vida dos discípulos e das discípulas, capacitando estas testemunhas para vivenciar a sua fé no Cristo ressuscitado.

Por meio da ação do Espírito Santo de Deus, devemos celebrar e viver a fé. Devemos caminhar confiantes na graça de Deus, sabendo que Ele está guiando os nossos passos. Jesus Cristo e o Pai celestial nos enviam o Espírito motivador, consolador e animador para que nossa vida não seja vazia, sem sentido ou ineficaz.
O apóstolo Paulo em Romanos 8. 14-17 nos fala como esse Espírito de Deus age em nossa vida. Ele testemunha que somos guiados pelo Espírito.

Ser guiados pelo Espírito Santo é motivo de grande alegria e júbilo. Isto deve fazer toda a diferença para a nossa vida. Nossos gestos e atitudes devem ser inspirados e moldados pelo Espírito de Deus. É Ele quem deve governar nossos sentimentos e nossas ações.

O Espírito de Deus habita em nós para que proclamemos a todo o momento que Jesus é nosso Senhor e Salvador. O Espírito guia a nossa vida para que tenhamos intrepidez e coragem de viver intensamente o mandamento do amor a Deus, ao nosso próximo, e a nós mesmos.

O Evangelho de João, no capítulo 14, nos anima e fortalece mostrando que Deus está em Jesus, e por meio das duas pessoas da Trindade nos é enviado o Espírito consolador, o qual sempre está conosco. É confortador saber que não enfrentamos sozinhos as dificuldades que a vida nos impõe! Isso faz diferença para os nossos dias e noites. Isso faz sentido para as nossas alegrias e tristezas. Isso faz serem diferentes os bons e maus momentos que vivenciamos ou suportamos.

O apóstolo Paulo nos assegura que o Espírito de Deus não é Espírito de escravidão. É Espírito de liberdade. Deus não nos pressiona. Ele não nos coage ou obriga. Ele nos liberta para vivermos a fé de modo sincero, aberto e verdadeiro.

Não precisamos viver atemorizados, com medo, inseguros ou receosos. A salvação nos foi concedida por Deus em Cristo e o Espírito vem ao nosso encontro para nos ajudar a viver verdadeiramente essa graciosa salvação.

Devemos constantemente clamar a Deus em oração para que Ele continue nos preenchendo com seu Espírito vivificador. Devemos clamar a Deus para que continuemos firmados na verdade, caminhando pela via da salvação, guiados pelo Espírito Santo.

Nós somos filhos e filhas de Deus. Somos herdeiros da glória. Os sofrimentos que encontramos na caminhada não devem ser suficientes para nos abalar tão profundamente. Cristo mesmo testifica que podemos confiar em Deus acima de tudo e nos entregarmos em suas mãos para ser guiados por seu Espírito. Devemos confiar plenamente nesta graça.

Quem é guiado pelo Espírito está em movimento. Isto quer dizer que caminhamos, agimos, fazemos algo em favor de nós mesmos e também pelos outros que convivem conosco. Ser guiados pelo Espírito é também agir em favor de um mundo mais justo, mais solidário e mais fraterno. Quem é guiado pelo Espírito não se conforma com as coisas como elas são. Quer mudança! Quer transformação! Quer vida plena e justa para todas as pessoas.

Confiar que Deus nos salvou em Cristo e que Ele conduz a nossa vida por meio do Espírito é também lutar pela vida. “Não fazer nada” seria o mesmo que “não ser guiado pelo Espírito”.

Neste tempo de celebração da festa de Pentecostes, surgimento da igreja, motivação para a caminhada cristã, vamos seguir juntos em direção a um horizonte diferente. Não vamos caminhar segundo o espírito do mundo. Mas, vamos trilhar passos conforme o Espírito de Deus. Que a cada passo dado Ele possa ser nossa fonte de inspiração.

PPHM Marcelo

Gostava das ruas na semana e da Igreja no domingo


Na minha infância, durante a semana, andar pelas ruas da cidade era muito divertido. Pela manhã, logo cedo, enquanto caminhava para ir à escola via gente indo e vindo. Uns estavam atrasados para chegar ao trabalho. Outros estavam caminhando e conversando calmamente. Aos poucos as ruas se enchiam de pessoas. Perto do meio dia, terminadas as aulas, voltando pra casa, as ruas estavam fervilhando. Era gente nas lojas, no mercado, na praça, andando pelas ruas, esperando o ônibus. Parecia uma grande mágica, aquela que movimentava as pessoas para lá e para cá.

No domingo as ruas não tinham muita graça. Tudo estava parado. Nada estava aberto. Não havia pessoas em lugar algum das ruas. A cidade parecia um deserto! Não tinha gente nenhuma. Mas, no domingo algo especial acontecia: aos poucos alguns movimentos se iniciavam. Uma grande porta se abria e o sino tocava. Estava sendo anunciado que logo começaria o louvor a Deus. As pessoas se achegavam para perto da Igreja. Ali conversavam, riam, trocavam ideias e se preparavam para o culto.

Eu gostava das ruas da cidade durante a semana, porque as pessoas estavam por ali. Elas trabalhavam, conviviam e testemunhavam sua fé nas atitudes comuns e corriqueiras. Eu gostava da Igreja no domingo, porque aquelas mesmas pessoas ali louvavam a Deus, conviviam, e davam expressão de seu testemunho de fé.

Hoje parece que algumas coisas mudaram. Contudo, não sei se mudaram para melhor. As pessoas não descansam mais. As ruas da cidade, os comércios e as lojas ficam abertos o tempo e todos os dias. A correria de hoje é maior, mas a convivência e menor.
 
No domingo a Igreja não é mais o centro. Os sinos tocam, entretanto as pessoas não atendem. Em torno da Igreja não tem mais tanta gente convivendo, louvando e testemunhando.

O que será que precisa acontecer para as pessoas entenderem que é preciso viver, trabalhar, conviver e louvar a Deus sempre e em todos os momentos?

Como vamos entender que SER filho e filha de Deus implica em PARTICIPAR da vida da igreja e TESTEMUNHAR a fé no dia-a-dia?

O Salmo 133.1 diz: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!”. Vamos exclamar junto com o salmista. Vamos viver bem e de forma agradável em nossa rotina diária do trabalho e também na vida de culto e louvor da igreja. Vamos VIVER COMUNIDADE!





PPHM MARCELO

Oração pela "mamãe"!


“Obrigado, ó Deus, pela mãe que me deste!
A vida que ela levou me inspira e motiva a ter fé.
Os exemplos de minha mãe me ensinam a amar.
Sua vida simples e batalhadora me encoraja a lutar sempre.
O seu olhar profundo e carinhoso me inspiram a ter bondade no coração.
Seu semblante humilde e seu rosto materno
me ajudam a entender o sentido da vida familiar.
Senhor Deus, cuida da minha mãe e de todas as mães.
Dá-lhe saúde, força e ânimo para a vida.
Renova as suas forças, a fé e a esperança.
Cuide da minha mãe na alegria e na tristeza;
Nos momentos bons e nos ruins;
No trabalho e no descanso;
Abençoa, Senhor Deus, a minha mãe e todas as mães! Amém.”


"O inverno está chegando..."


Na série Game of Thrones, transmitida pela HBO, repete-se insistentemente a frase “o inverno está chegando...”. Quem acompanha a trama, sabe que o enredo deixa bem claro que para os habitantes dos Sete Reinos de Westeros os "verões duram décadas e os invernos uma vida inteira". Todos se preparam para suportar o inverno. Ao passo que este se aproxima, vem preocupação e crise. Por isto a insistência: o inverno está chegando! É um alerta; um sobreaviso para ficar atento e vigilante.

A narrativa antes citada é uma estória que mistura o épico e o fantasioso. O que ali acontece não é real. Não é uma reprodução da vida comum. Mas, o que seriam os “invernos de uma vida inteira” em nossa realidade? Como entender que “o inverno está chegando” no mundo nada épico ou fantasioso do qual fazemos parte?

Alguns historiadores classificam o tempo atual como sendo o da “pós-modernidade”. Vivemos em um tempo de transição, e isto por dois motivos: 1) estamos saltando de um período para outro e 2) este período no qual nos inserimos é de transição constante.

Enquanto que em épocas e períodos anteriores as mudanças demoravam dezenas e até centenas de anos para acontecer, em nosso tempo elas ocorrem a todo instante e de todos os modos possíveis.

Por conta deste fator, cresce o sentimento de insegurança, falta de apoio e desamparo. Em virtude das constantes transformações em nível global, regional e local as pessoas perderam seu chão, falta-lhes um norte, um guia. Em suma, temos a ausência de uma orientação clara que conduza o viver.

O que isto tem haver com a frase “o inverno está chegando”? A referida exclamação faz com que os habitantes dos Sete Reinos de Westeros fiquem atentos, alerta e vigilantes para as mudanças, transformações e transições. Para eles o inverno não é simplesmente uma estação climática. É a nomeação de um período de crise que necessita de especial atenção.

Nosso tempo atual é o período no qual “o inverno está chegando”. O frio deste tempo já pode ser sentido. A necessidade de abrigo e proteção é iminente. Somos pessoas que corremos o risco de passar frio. Somos pessoas sujeitas a não ter como nos aquecer neste inverno que está se aproximando.

A cada dia que passa as pessoas perdem seus referenciais de vida, suas bases, enfim, seus valores mais fundamentais. Parece que o tempo da pós-modernidade gera um sentido de liquidez total. Aquilo que nos é importante – que gostaríamos de manter conosco – escorre pelos nossos dedos e desaparece no ralo do grande bueiro que vem se transformando o mundo.

Em épocas anteriores a Educação promulgava um determinado padrão de pensamento e comportamento. O processo educativo atual encontra dificuldade para firmar bases sólidas na sociedade, por conta da deturpação dos valores fundamentais nos quais se embasava. Em décadas passadas as ideologias políticas agregavam pessoas em torno de um objetivo comum. Observamos que atualmente há uma “con-fusão” política. Ideologias e ideais filosóficos ficaram perdidos nas lutas partidaristas de esquerda, direita, centro, centro-esquerda; e por aí já não é mais possível se encontrar neste conflito. A religião, que durante a história da humanidade foi, quiçá, a principal ferramenta de solidificação e clareza para o pensar, agir e existir da humanidade parece não alcançar mais seu alvo. Em tempos como o nosso, falando especificamente do cristianismo, vemos uma religião que se perde num vasto panteão denominacional. A desordem é total!


Em meio a este inverno rigoroso encontram-se as pessoas. Todas elas – sem exceção? – passando frio e necessitando de proteção, abrigo e amparo. Carentes de suporte intelectual, físico, emocional e espiritual.

Essas pessoas, parece que, estão esquecidas em meio ao iminente inverno. Estão ao relento e, como é natural para quem precisa de aconchego durante o frio, procuram um lugar para se aquecer. E onde elas têm se aquecido? Eis a questão!

Já não é novidade que muitas destas pessoas, em total desespero, procuram um fogo ardente nas drogas. Sejam elas lícitas ou ilícitas. Outras se enfiam a fundo no cobertor de ideologias “neoage” ou exotéricas. Também há aquelas que querem fugir do frio viajando para outro ambiente. Estas se deixam levar pela pior espécie de droga: o espiritismo.

O mercado e o mundo da economia têm a clara noção que “o inverno está chegando”, por isso oferta e vende soluções para todos os tipos de frio. O consumismo é o subterfúgio ao qual grande quantidade de pessoas se aconchega para suportar a invernia. Na ausência de valores, crenças e ideais, a ilusão do obter e possuir bens de consumo vem tomando conta da mente (e atitudes) das pessoas.

Na mesma lógica do mercado de consumo estão as novas expressões religiosas. Tais muito se assemelham a uma rede de lojas. Você está com frio de acolhimento? Compre o calor da acolhida de Deus! Você está com frio de reconhecimento social? Compre o calor do triunfo! Você com frio de sucesso? Compre o calor da prosperidade! É mais ou menos assim que funciona. Você é um cliente com muito frio que compra o calor do serviço religioso. Este te aquece por certo tempo, então você precisa voltar a comprar e barganhar com Deus ou, mais precisamente, com os intermediários: os vendedores da graça do aquecimento.

É preciso entender que, realmente, “o inverno está chegando” e as pessoas precisam se aquecer. Elas precisam encontrar amparo, acolhida, aconchego e calor que realmente as faça sentir segurança neste tempo tão hostil. As soluções que o mundo tem oferecido – relatadas anteriormente – não conseguem suprir as necessidades humanas. Por um tempo (muito curto) dão a falsa imagem de aquecimento e segurança para o inverno. Mas, a longo prazo, não resolvem o problema do frio. Por isso há tanta oferta de filosofias de vida, de partidarismo político, de consumo material, de religiosidades gnósticas e outras tantas possibilidades. As pessoas estão com frio e precisam sentir-se aquecidas.  

Caso a necessidade de aquecimento não seja suprida, neste tempo de inverno, podem ocorrer, além de alguns calafrios, situações mais dramáticas. A depressão já vem sendo considerada o mal dos males. E, agora, aumenta na população um desânimo em relação à vida. Muitas pessoas vivem numa profunda tristeza, apatia e falta de energia. É muito comum encontrar pessoas que não conseguem ver um horizonte diferente... um futuro promissor. Estão, por assim dizer, desanimadas e desiludidas. Perderam o sentido da existência.

Mas, como o frio requer cuidados, elas, ainda que perdidas, procuram um conforto caloroso. A latente necessidade de aquecimento no inverno as faz procurar apoio e amparo.

A Teologia Luterana sabe disso. E, por conta disto, há quase 500 anos, vem insistindo que – seja para o frio do momento ou para um inverno rigoroso – o aquecimento e o calor essencial está em um só: Deus!

Martim Lutero afirmou como central que, para aquecer a nossa vida, é preciso “temer e amar a Deus e confiar nEle sobre todas as coisas”. Não é possível suportar o frio desta época e o inverno que está vindo sem buscar proximidade com Deus. Na realidade as pessoas querem esta proximidade. Mas, parece que não estão sabendo como vivenciá-la. Diante da pergunta “como posso conseguir calor e aconchego misericordioso?”, o reformador da igreja, biblicamente, responderia que não nos é possível “consegui-lo”. É Deus quem nos dá isto por graça, através da fé.

O vento forte e frio que nos abate faz com que queiramos conquistar e lutar por aconchego. Mas, é Deus, através de Jesus, quem se aproxima e nos aquece com seu amor incondicional. Cabe-nos, simplesmente, abraçar o calor do Evangelho. Este ato passivo vai nos fazer suportar o frio iminente, encontrar conforto verdadeiro e ter clareza para continuar vivenciando a dádiva da vida, mesmo que em meio a um rigoroso inverno.

A Bíblia está repleta de relatos que nos dão certeza desta calorosa iniciativa de Deus (Sl 23, 46, 121). A vida, paixão, morte e ressurreição de Cristo é o ápice desta verdade. O testemunho dos profetas e apóstolos não nos deixam dúvida quanto a esta esperança, a qual quer ser vivenciada já aqui (agora) e plenamente no Reino Eterno de Deus.

A IECLB, herdeira da Reforma de Lutero, entende que isto deve ser vivenciado pelas pessoas. Todas precisam sentir o calor e aconchego da presença de Deus. Por este razão ela anima e motiva seus membros a vivenciarem a dádiva do Batismo através da vida em Comunidade. A Igreja, a nossa Comunidade, é o local privilegiado para nos aquecermos no amor de Deus. Por meio da vida celebrativa da Igreja somos aconchegamos na Palavra e nos Sacramentos. Estes nos dão força e vigor para suportar o frio latente.

Só que, não basta simplesmente procurar calor e conforto para nós, de forma individual e egocêntrica. Todos têm direito de aquecer-se na Palavra de Deus e sentir o calor do seu amor. De tal modo a IECLB promove diversas iniciativas de vida em comunhão. A missão é isto!

Para este ano de 2013 estamos sentindo este acalentar por meio do tema “Ser, Participar e Testemunhar: Eu vivo comunidade.” O tema do ano nos mostra que somos aquecidos por Deus. Esse calor deve ser preservado através da participação contínua e constante na vida comunitária. Devemos dar testemunho (mostrar) desta realidade e assim motivar para que as pessoas saiam do frio e protejam-se do inverno vivendo em comunidade.

O inverno pode até estar chegando, mas o amor de Deus está presente para aquecer todos os aqueles que necessitam! Amém.


PPHM Marcelo

Ação do Espírito Santo - Tema do Ano 2013


Há pouco mais de um mês celebramos a Páscoa. Agora estamos iniciando o mês de maio. Neste mês temos duas datas importantes para a vida da Igreja. Uma delas é o dia da “Ascensão” (09/05), quando o Cristo Ressuscitado subiu aos céus. A outra é o dia “Pentecostes” (19/05), quando Deus Pai e Jesus Cristo enviam o Espírito Santo de Deus para os discípulos, surgindo assim a Igreja Cristã.


Porque Deus nos concede seu Espírito Santo, e nos reúne através da Igreja, podemos pensar e refletir sobre a nossa atuação como pessoas cristãs. O tema do ano “Ser, Participar, Testemunhar: Eu vivo comunidade” quer nos motivar e animar para vivenciar nossos dons, a serviço do Reino de Deus, na vida em comunidade. Quem nos chama, anima, motiva e inspira para colocar nossos dons a serviço é o Espírito Santo de Deus.

Diz a Bíblia em Gênesis 2. 7 que “formou o SENHOR Deus ao ‘ser humano’ do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o ‘ser humano’ passou a ser alma vivente.” (Gn 2.7). Vejam que interessante! Deus forma o ser humano e lhe sopra o alento de vida. Deus concede seu Santo Espírito. A partir deste gesto nós podemos SER alma vivente. A partir de Deus nós somos... Temos valor, importância e dignidade diante de Deus. O tema do ano, ao trazer o verbo SER, nos relembra que somos quem somos porque Deus nos criou e abençoou.

Diz a Bíblia ainda em João 20. 21-22 que Jesus, depois da ressurreição, disse aos seus discípulos: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio. E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.” Ao receber o Espírito Santo, os discípulos iniciaram o trabalho da Igreja. Eles começaram a PARTICIPAR da obra do Reino de Deus. De tal modo, o tema do ano nos recorda que, como membros da Igreja de Cristo, devemos participar da vida da Igreja. É tarefa nossa viver a fé em Deus na vida em comunidade.

Mais uma vez voltando para a Bíblia, em Atos 1.8 está escrito: “recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas.” Por causa da ação do Espírito Santo, podemos e devemos TESTEMUNHAR nossa fé. É tarefa nossa dar testemunho daquilo que cremos e confessamos.

A partir do amor de Deus por nós podemos SER, PARTICIPAR e TESTEMUNHAR. Deus soprou o alento de vida sobre nós para SER criatura de Deus. Jesus Cristo soprou o Espírito Santo para PARTICIPAR na vida da Igreja. O Espírito Santo nos é enviado para TESTEMUNHAR nossa fé. Seu Espírito Santo age sobre nós para que vivamos em comunidade. Vamos exercitar isto em nosso dia-a-dia. Vamos também soprar o amor de Deus aos nosso irmãos e irmãs na fé!

ORAÇÃO
“Santo e amado Deus, ao criar o ser humano lhe deste o sopro de vida. Tu enviaste o Espírito Santo aos discípulos, dando-lhes coragem para levar a mensagem de Cristo a todos os lugares, iluminando vidas, criando a primeira comunidade cristã. Obrigado porque cumpriste Tua promessa de, juntamente com Teu Filho, enviar-nos o Teu Santo Espírito vivificador e santificador. Nós te pedimos: concede constantemente o vigor e o poder desse Espírito, para que possamos SER luz e anunciar a tua vontade. Ilumina nosso coração e nossa mente para PARTICIPAR da vida em comunidade e TESTEMUNHAR nossa fé em Ti, por meio de tua Palavra orientadora. Ajuda-nos a ser, participar e testemunhar por Jesus Cristo, Teu Filho, que contigo e com o Espírito Santo vive e reina eternamente hoje e eternamente. Amém!

Ser, Participar, Testemunhar: Eu vivo comunidade
Eu sou o seu Deus. Eu lhes dou forças, ajudo e protejo com a minha forte mão.
                                                        (Is 41.10)                                                     
Marcelo Peter

É a vida... Tema do Ano 2013


É a vida... A gente passa por diversas situações. Para muitas delas não temos respostas, nem soluções. Bem que gostaríamos de resolver tudo ao nosso modo. Afoitos e carentes de transformações, buscamos ansiosos que tudo se acerte.

Às vezes é uma situação familiar... Outras vezes é uma complicação profissional. Em outros momentos é nossa cabeça que anda turbulenta... Mas, em todas elas, existe em nós uma necessidade de ‘melhora’ [...] de algo melhor.

Quem está de fora não consegue nos entender. Até tentam – buscam, procuram – nos auxiliar. Isto é bom! É maravilhoso ter pessoas que caminham ao nosso lado e se comprometem com a nossa aflição. Assim também nós o fazemos, quando encontramos alguém em dificuldade.

Este é o sentido da vida em Comunidade. É precisamente este o anseio conjunto da vida em comunidade. A gente passa – realmente – a SER integrante da vida da igreja, quando sentimos que podemos PARTICIPAR também das dores e crises das outras pessoas que nos acompanham na caminhada. Nisto, de forma amorosa, se expressa o ato de TESTEMUNHAR a nossa fé: quando podemos VIVER COMUNIDADE de verdade.

Através de gestos simples, sinceros e, acima de tudo, amorosos, percebemos que Deus se faz presente em nossa vida. É por meio da comunhão da igreja que sentimos o amor de Jesus por nós.

Ao participar da vida comunitária, meditando na sua Palavra, renovando nossa esperança pela comunhão da Ceia do Senhor, partilhando as dores conjuntas e pessoais, louvando ao Criador, Redentor e Mantenedor da vida, somos verdadeiramente irmãos e irmãs na fé.

No próximo dia 09 de maio a igreja cristã celebra a festa da Ascensão do Cristo ressurreto aos céus (At 1. 6-11). Nesta celebração e rememoração, queremos nos unir em oração e pedir que Deus Pai e Filho nos enviem o Espírito Santo para cada vez mais nos congregar e reunir na vida comunitária da fé. É através deste espaço privilegiado que podemos sentir a presença divina nos auxiliando a superar as crises e dificuldades do viver diário.

Aflições e tormentos encontramos todos os dias em nossa caminhada. Esperança e transformação da realidade – com vistas a novos horizontes – somente com Jesus, nosso Senhor, podemos alcançar. Viver a fé em comunidade e essencial para vivenciar esta graça!

Ser, Participar, Testemunhar: Eu vivo comunidade
Eu sou o seu Deus. Eu lhes dou forças, ajudo e protejo com a minha forte mão.
(Is 41.10)
Marcelo Peter