Páscoa: viver com Cristo


A Páscoa é a festa central e fundamental do cristianismo. Jesus Cristo veio ao mundo, viveu entre nós, doou sua vida em nosso favor e foi ressuscitado por Deus para nos presentear a vida eterna, conforme nos relatam Romanos 4. 24-25; 2 Coríntios 5.15 e tantos outros textos.

Em sua imensa bondade e amor, Jesus anunciou a boa-notícia, dando-nos esperança e fé. Sua vida foi completamente obediente a Deus (Fl 2.8). Muitos não entenderam esta obediência e o levaram até a cruz. Jesus Cristo foi morto por mãos humanas, pelo simples fato de fazer a vontade de Deus. Foi morto na cruz, porque ele não conseguia ver as pessoas sofrendo e sendo humilhadas neste mundo. Ele lutou em favor de um mundo mais justo, mais fraterno e mais solidário, onde o amor fosse o critério.

Quando Jesus foi condenado à morte não encontraram uma acusação justa que conseguisse provar que Ele era culpado por este ou aquele crime (Mt 26.59). Jesus foi morto pelo simples fato de proporcionar que as pessoas reavaliassem suas vidas e mudassem suas posturas. Ele fomentou que as pessoas tivessem senso crítico e alçassem voos de liberdade por um mundo pleno e repleto de amor verdadeiro.

Infelizmente a mensagem da salvação, do amor, da nova vida proclamada por Jesus Cristo não foi ouvida por todas as pessoas de seu tempo. Com certeza, muitas entenderam os propósitos divinos na mensagem de Cristo, mas nem todas abraçaram a causa da vida plena que Jesus propunha (Jo 10.10b).

Neste tempo de Páscoa, proclamemos ao mundo inteiro a vitória da vida sobre a morte, a vitória de Deus contra o mal, a vitória do amor sobre o ódio. Vamos rever nossa vida e reavaliar as atitudes que temos tomado.

Jesus Cristo foi morto, porque nem todas as pessoas de seu tempo entenderam a mensagem da vida. Mas, Jesus foi ressuscitado por Deus. Ele está vivo. Cristo vive! E, se Cristo vive nós também devemos viver (Cl 3.1). Viver com Cristo!

Viver com Cristo é abraçar a causa do Evangelho. Viver com Cristo é amar acima de todas as coisas. Viver a ressurreição de Cristo é buscar a paz em cada lugar no qual vivemos. Celebrar a Páscoa é reconhecer onde nossa vida precisa renascer e florescer sempre e novamente a cada novo dia.

Páscoa, ressurreição, vida nova, vida com Cristo. Vivamos a Páscoa de Cristo! Vamos ressuscitar com Cristo e transformar todas as situações de morte em vida. Vamos ressuscitar com Cristo e mudar a realidade da dor e do sofrimento em alegria e vida plena.
PPHM Marcelo

Mensagem para Semana Santa


Estamos celebrando a Semana Santa. Neste tempo revivemos e rememoramos os principais acontecimentos da vida e atuação de nosso Senhor Jesus Cristo.

A Semana Santa inicia no Domingo de Ramos, quando Jesus entrou gloriosamente em Jerusalém, dando um exemplo de humildade, montado num jumentinho. Nesta ocasião Jesus foi aclamado pelo povo como rei.

Na Quinta-feira Santa nós celebramos o Lava-pés e a última Ceia de Jesus. Nosso Senhor lavou os pés dos discípulos ensinando que devemos servir uns aos outros em humildade e amor. Gestos de prepotência e arrogância não devem ser atitudes de pessoas cristãs. Após este ato, Jesus jantou pela última vez com seus discípulos antes de sua paixão e morte. Nesta ocasião ele instituiu a Santa Ceia. Através do fruto da videira e do pão, recebemos Cristo em nossa vida. Comungamos do verdadeiro corpo e sangue de nosso Senhor. Através de Jesus, Deus nos perdoa, reconcilia e promove a comunhão.
 
Na Sexta-feira Santa ou Sexta-feira da Paixão acontece o sacrifício de Cristo na Cruz em nosso favor. Jesus Cristo se entrega como cordeiro imolado para nos salvar da morte e dos pecados. Sua entrega na cruz nos concede absolvição plena.
No Sábado Santo, como igreja cristã, ficamos em vigília. Há nisto um misto de dor e esperança. Um aperto no peito e certa ansiedade pelo que há de vir. A Igreja Cristã espera ansiosa e ora a Deus para que chegue o amanhecer do Domingo da Ressurreição: o amanhecer de uma nova vida.
 
No Domingo de Páscoa, com muita alegria, com cânticos de júbilo e imenso louvor a Deus celebramos a Ressurreição de Jesus. Com ela, em fé, temos plena certeza que nós fomos salvos e que somos herdeiros da vida eterna. Jesus Cristo, com sua morte e ressurreição, se mostra presente em nossa vida. Ele concede a oportunidade de termos comunhão com Ele e com nossos irmãos e nossas irmãs na fé.

Amados em Cristo, existe uma breve peça teatral que conta a seguinte história:
“Certo jovem estava em casa e orava Deus: ‘Senhor Deus, a minha vida está uma bagunça. Nada dá certo. Eu estou perdido. Por favor, eu preciso da presença de Jesus na minha vida. Eu preciso que Jesus me acompanhe em minha caminhada’. Enquanto o jovem ainda orava, alguém bateu em sua porta. Ele exclamou: ‘Mas, quem será a essa hora?’.

Ao abrir a porta, para sua surpresa, era Jesus. O jovem atônito, não sabia o que fazer. Não tinha a mínima ideia de como receber Jesus. Depois de um momento, convidou Jesus para entrar em sua casa. O levou até a sala, mas não sabia nem o que falar. Dizia ele: ‘Jesus, que bom que você veio. Eu estava mesmo precisando falar com o Senhor.’ O jovem todo confuso ficava perdido entre suas palavras. Jesus não falou nada. Ele simplesmente olhava.

Em meio a isto o telefone tocou. Eram os amigos do jovem o recordando que naquela mesma noite havia uma festa a fantasia. Eles já estavam a caminho para buscá-lo. O jovem tentou explicar que não poderia participar da festa, mas não teve tempo de dizer o porquê. Desligaram o telefone e já se ouvia o carro freando fortemente. Eles buzinavam em alto som e batiam na porta. O jovem olhava para Jesus e não sabia o que fazer. Envergonhado pela situação, foi atendê-los. Eles entraram pelas porta, com muito barulho, todos fantasiados, e diziam: ‘Vamos! O que você está esperando? Temos uma enorme farra para fazer hoje. Vamos beber até cair no chão. É hora da farra.’

Em meio a isto, um destes percebeu a presença de outra pessoa na casa: ‘Olha só, tem mais um pra nossa festa. Cara, que legal tua fantasia de Jesus. Onde você conseguiu?’ O jovem explicou: ‘Ele não está fantasiado de Jesus. Ele realmente é Jesus’.

Primeiramente todos caíram na risada, mas depois de muito insistir e explicar eles começaram a acreditar, pois o jovem disse: ‘Eu orei e pedi pra Jesus entrar na minha, me acompanhar na caminhada e, agora ele está aqui.’ Os demais disseram: ‘Então vamos levar ele junto na festa!’. O jovem replicou: ‘Não podemos fazer isso. Você sabe como são nossas festas. Sabe tudo o que acontece lá. Lá não é um lugar para Jesus nos acompanhar’. Todos concordaram!

Decidiram que iriam para aquela festa, mas que Jesus deveria ficar em casa. No entanto, sempre que tentavam sair Jesus os acompanhava. Várias vezes tentaram sair, mas Jesus não ficava na casa e sempre os acompanhava. Os jovens, cansados da insistência de Jesus em acompanhá-los, o seguraram a força e o pregaram num pedaço de madeira que estava na sala. Jesus ficou ali e eles saíram dizendo: ‘Queremos ver você nos acompanhar agora.’ E foram para a festa”

Esta interpretação teatral nos faz recordar que Jesus morreu na cruz e foi ressuscitado para nos acompanhar na vida. Ele nos deu a salvação e a vida eterna para que possamos ter uma vida em comunhão com Ele.

Em Mateus 28. 20, Jesus disse: “E eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação do século.” Nosso Senhor quer nos acompanhar por toda a vida, em todos os lugares. Onde estamos caminhando? Jesus pode nos acompanhar ali ou os lugares que frequentamos e as coisas que fazemos não são dignas da presença de Jesus?

Em Apocalipse 3.20 Jesus afirma: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” Jesus Cristo bate à nossa porta. Ele quer entrar em nossa vida e ter comunhão conosco. Nós até pedimos e clamamos para que Jesus entre em nossa vida e esteja conosco. Mas, quando Cristo vem, procuramos recebê-lo e viver uma vida de comunhão com Ele?

A Semana Santa nos faz recordar que Cristo morreu por mim e por ti. Ele foi ressuscitado para nos dar salvação e vida eterna. Que possamos vivenciar esta dádiva deixando Cristo ser o Senhor de nossa vida. Que Jesus reine em nossos corações, em nosso lar, no nosso dia-a-dia.
PPHM Marcelo

Vídeo "A História da Páscoa"

Vídeo produzido pela Comunidade Luterana do Rendentor (IECLB) em Curitiba-PR. Conta os relatos bíblicos da paixão, morte e ressurreição de Cristo na linguagem das crianças.

Dia Internacional da Mulher


Em 08 de março CELEBRA-SE o Dia Internacional da Mulher.

Digo “celebra-se”, com letras garrafais, e omito o “comemora-se”, porque ainda há muito a se refletir, mudar, transformar e edificar para, realmente, COMEMORAR-SE pelas mulheres e com elas.

Todos os dias a Palavra de Deus nos impele a transformar as nossas relações, também no que concerne ao tema “gênero”. Constantemente somos confrontados com a necessidade de rever nossos conceitos, visões e compreensões de mundo.

Como homem, reconheço minha culpa por ter atitudes machistas e androcêntricas. Reconheço que nem sempre pratico o amor do Evangelho em minhas relações sociais, principalmente para com as mulheres.

Mulheres, os homens têm sua culpa. Mas, reconheçamos igualmente que o mundo sofre com a depreciação feminina também em virtude da educação transmitida aos filhos por parte das mulheres – mães, tias, avós, madrinhas. Em alguns contextos, com pouca instrução educacional ou limitada visão socioeducacional, muitas mulheres criam filhos com conceitos ultrapassados que se perpetuam nas mais distintas relações de vida.

Não redimo os homens da culpa. Antes confesso minha culpa particular e intimo aos demais homens para que façam o mesmo. Intimo a não somente confessar, mas (diante de Deus) arrepender-se intimamente e converter suas posturas.

Afirmo, insistentemente, que todos (homens e mulheres) precisamos rever nossos conceitos e posturas para promover uma vivência social distinta da que encontramos no atual momento.

Pela fé em Deus, o Deus de Abraão e de Sara, precisamos nos colocar diante de sua santa Palavra e transformar nossas vidas.

Que o dia de hoje seja para nós instrumento de reflexão e mudança por um mundo menos androcêntrico, menos machista, menos feminista (!)... menos... menos tudo o que leve ao partidarismo (feminino ou masculino)...

Que o mundo seja mais.. muito mais... que seja mais fraterno, mais irmão e irmã, mais solidário, mais amoroso, mais carinhoso, mais meigo... mais repleto do amor de Deus.

QUE A BÍBLIA NOS AUXILIE E INSPIRE NESTA MISSÃO:

CREDO DA MULHER
REFERÊNCIAS BÍBLICAS
Creio em Deus, que criou a mulher e o homem a sua imagem, que criou o mundo e recomendou aos dois sexos o cuidado da terra.

Gênesis 1. 27-28a
Gênesis 5. 1-2
Creio em Jesus, filho de Deus, eleito de Deus, nascido de uma mulher, Maria, que escutava as mulheres e as apreciava; que morava em suas casas e falava com elas sobre o Reino; que tinha mulheres discípulas, que o seguiam e o ajudavam com seus bens.

Mateus 1. 18ss
Lucas 1. 26-38
Lucas 10. 38-42
Lucas 8. 1-3
Creio em Jesus, que falou de teologia com uma mulher, junto a um poço, e lhe revelou, pela primeira vez, que ele era o Messias, que a motivou a ir e contar as grandes novas na cidade.


João 4. 1-42

Creio em Jesus, sobre quem uma mulher derramou perfume, em casa de Simão; que repreendeu aos homens convidados que a criticavam.

Mateus 26. 6-12
Creio em Jesus, que disse que essa mulher seria lembrada pelo que havia feito: servir a Jesus.

Mateus 26. 13
Creio em Jesus, que curou a uma mulher, no sábado, e lhe restabeleceu a saúde porque era um ser humano.

Lucas 13. 10-17
Creio em Jesus, que comparou Deus com uma mulher que procurava uma moeda perdida, como uma mulher que varria, procurando a sua moeda.

Lucas 15. 8-10
Creio em Jesus, que considerava a gravidez e o nascimento com veneração, não como um castigo, mas como um acontecimento desgarrador, uma metáfora de transformação, um novo nascer da angústia para a alegria.


João 16. 21

Creio em Jesus, que se comparou a galinha que abriga os seus pintinhos debaixo das suas asas.

Mateus 23. 37-39
Creio em Jesus, que apareceu primeiro à Maria Madalena, e a enviou a transmitir a assombrosa mensagem: Ide e contai....

Mateus 28. 1-10
João 20. 1-10
Creio na universalidade do Salvador, em quem não há judeu nem grego, escravo nem homem livre, homem nem mulher, porque todos somos um na salvação.

Gálatas 3.28
Creio no Espírito Santo, que se move sobre as águas da criação e sobre a terra.
 Gênesis 1. 2
João 16. 13
Atos 1. 8
Creio no Espírito Santo, o espírito feminino de Deus, que nos criou, e nos fez nascer, e qual uma galinha nos cobre com suas asas.”
Gênesis 2.7
Rute 2. 12
Salmos 17. 8; 36. 7; 63. 7; 91. 4;

* referências bíblicas pessoais.

PPHM Marcelo

Josué 5. 9-12 - Prédica 4º Domingo na Quaresma

JOSUÉ 5. 9-12

Saudação de Púlpito:
“Que a graça e a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão com o Espírito Santo esteja conosco hoje e sempre. Amém!”

Estimada Comunidade, existe uma expressão popular que afirma: “Recordar é Viver”. Logo, podemos entender que esquecer, não lembrar, não trazer à memória é morrer, porque recordar é que é viver.

Para o povo de Israel isto era uma verdade incontestável. O Antigo Testamento constantemente retrata que o povo buscava manter viva a sua história e trajetória para jamais esquecer quem eles são (para manter sua identidade, para existir e para ser). O texto de Josué, lido anteriormente, é um exemplo desta afirmação.

Nesta passagem encontramos o final da história do Êxodo. No livro de Josué é narrada a “Conquista da Terra”. O povo hebreu vagou 40 anos pelo deserto, fugindo da escravidão do Egito. Eles finalmente chegam ao Rio Jordão, o atravessam e entram na terra prometida (a terra de Israel, onde mana leite e mel). 

Agora, para entender a função deste texto histórico na vida comunitária do povo Israel, é preciso compreender o porquê de haver sido escrito e contado adiante. Por que rememoraram esta história?

Ora, o livro de Josué é uma narrativa retrospectiva. Isto quer dizer que foi escrito num momento futuro (tempos depois de haver ocorrido a situação). O texto conta uma experiência real do passado, para explicar uma situação presente na atualidade da história do povo.

Que situação é essa? Depois de ter conquistado a tão sonhada terra prometida, o povo de Israel viveu ali por mais de 600 anos. Mas, a partir do ano de 587 a.C. o império da Babilônia atacou esta terra, destruiu tudo o que eles tinham e levou o povo em exílio para a Babilônia. De uma forma parecida - 600 anos depois da escravidão do Egito - eles eram novamente “escravos”. Só que agora no exílio babilônico.

O povo de Israel sofreu um duro golpe com a destruição de sua terra e com o exílio. Eles estavam arrasados. Sua fé estava enfraquecendo. Estavam a ponto de não mais saber quem eles eram. Sentiam uma forte dor e uma tristeza inconsolável. A esperança era um fogo sujeito a perder sua chama e seu calor.

Aqui está a razão, o porquê, de recordar sua história do passado. Recordar é viver! Diante das intempéries da vida, recordar a nossa história é manter viva a memória e afirmar a identidade. É por isso que o povo de Israel, exilado na babilônia, conta e reconta a maravilhosa história da conquista da terra de Canaã na época da Páscoa, na Festa da libertação.

O povo de Israel estava em crise. Necessitava urgentemente recuperar sua identidade reafirmando a fé no Deus Libertador.

Recordando que um dia foram escravos no Egito, e que Deus tirou deles o opróbrio, a vergonha da escravidão, e os libertou, eles alimentavam as esperanças.

Se em tempos de dificuldade, no deserto, Deus mandou o maná, o sustento; agora, no exílio, Deus também iria sustentar o povo rumo a uma vida livre e plena.

Exilado, numa terra estranha e estrangeira, sentiam-se irmanados ao ouvir contar a história de seus ancestrais que também sofreram e foram maltratados na estranha e estrangeira terra do Egito.

Cada vez que o povo de Israel, no exílio, se encontrava, como comunidade, para celebrar a fé, louvar e meditar na Lei de Deus, contavam adiante a história da libertação do Egito. Desta forma, mesmo na tristeza do exílio, recordando sua trajetória mantiveram-se vivos, firmes, unidos, com fé e esperança. Porque, recordar é viver!

O tempo passou e cerca de 70 anos depois, o império babilônico foi derrotado. O povo de Israel foi libertado, mas só pôde voltar pra sua terra, porque manteve viva a sua história - a história de um povo que recorda quem é seu Deus e quem eles mesmos são.

Inspirados neste testemunho bíblico, surgem algumas perguntas:
 - Quem nós somos?
 - Qual é nossa história?
 - O que temos pra contar sobre a nossa caminhada como indivíduos, famílias e Comunidade?
 - O que nos identifica?
 - Quais são os valores que cultivamos em nossa trajetória de vida?

Tal como o povo de Israel, precisamos manter viva a nossa história. Temos a necessidade de afirmar a nossa identidade diante da sociedade corrompida que nos cerca. O Tema do Ano para 2013 (Ser, Participar,Testemunhar: Eu vivo comunidade), através de reflexões e estudos, quer nos ajudar nesta tarefa. Participar das atividades da comunidade é uma maneira de dar passos em direção a este objetivo.

Todos desejam que a vida melhore. Queremos que a nossa família seja mais unida. Sonhamos com uma comunidade sempre mais comprometida com o Evangelho. Ansiamos por mudança e transformação. Porém, se não conhecemos o nosso passado, como podemos mudar a nosso futuro?

O filósofo luterano Sören Kierkergaard, talvez inspirado pelo testemunho do povo de Israel, afirmou: “A vida só pode ser compreendida, olhando-se para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para frente.” Neste tempo de quaresma, somos chamados por Deus a redescobrir quem somos para não ficar perdidos no mundo secularizado e desvirtuado no qual vivemos. A nossa sociedade parece que perdeu os valores fundamentais para uma vida sadia. Basta sair uma sexta-feira, ou um sábado a noite pela cidade que nós veremos isto. Até num domingo pela manhã ouvimos os ecos de vidas desvalorizadas e sem sentido (tut, tut, tut, tut – carros com som alto).

Em 2006, quando fui para a faculdade, tudo era novo, diferente... E uma amiga me disse uma frase: “Pra você se manter firme aqui, nunca se esqueça quem você é e porque você veio pra cá.” Sete anos depois eu ainda sou grato por este conselho. Ele me ajudou a manter viva a minha trajetória, a rever minhas atitudes e continuar firme em meus objetivos.

Todo culto é uma recordação e rememoração do que Cristo fez e faz por nós. Na última ceia Ele disse: “fazei isto em memória de mim”. Nesta Páscoa, ao recordar a ressurreição de Cristo, que Deus ressuscite a nossa história de vida, os valores cristãos que cultivamos enquanto Igreja Luterana que somos. Recordemos: somos povo de Deus, corpo de Cristo. Vamos ser, participar e testemunhar, pois recordar é viver comunidade!

Benção de Púlpito:
“Que a paz de Deus que excede todo o entendimento guarde nossos corações e nossas mentes em Cristo Jesus, nosso Senhor. Amém!”

PPHM Marcelo

LITURGIA - 4º DOMINGO NA QUARESMA


4º Domingo na Quaresma - Laetere

LITURGIA DE ENTRADA

 Prelúdio: C. ♪ (___________________________)

Versículo de entrada

L.       O lema bíblico desta semana diz: “E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.” Palavras Bíblicas de João 3. 14-15.

Acolhida

L.       Estimada Comunidade, BOM DIA (BOA NOITE)! Acolhemos carinhosamente a todos e todas vocês, tanto os membros da comunidade, bem como as pessoas que nos visitam. Sintam-se verdadeiramente acolhidos/as e abraços/as.

Voto inicial

L.       Nós hoje viemos a este culto para louvar, orar, meditar na Palavra de Deus e ser fortalecidos na fé, na esperança e no amor. Por isso o celebramos em nome de Deus: Pai e Filho, e Espírito Santo. Amém!

Hino                                                                                                                                                                                                C.       ♪ VEM ESPÍRITO DIVINO (Nº 85 HPD)

Confissão de pecados

L.       (costura) Amados irmãos e irmãs em Cristo Jesus, o Salmo do culto de hoje, Salmo 32, afirma: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Sendo assim, todo ser humano piedoso te fará súplicas em tempo de poder encontrar-te.” (Sl 32. 3,6). Motivados pelo testemunho bíblico, em humildade, nos coloquemos diante de Deus e confessemos a nossa culpa, os nossos pecados. Oremos :
L.       Deus amado, tu consegues ver além das aparências e tu sabes quanto pecamos e quanto transgredimos a tua vontade benevolente todos os dias. Diversas vezes nos afastamos de ti em pensamentos, palavras e ações. Perdoa-nos e ajuda-nos a viver como teus filhos e tuas filhas obedientes.
C.       ♪ Senhor, perdoa os pecados. Perdoa a nós todos. Ouve nossa voz, Senhor. (Nº 427 HPD)
L.       Perdoa-nos, Deus amoroso, pois necessitamos da tua infinita graça. Tu és Deus que rejeitas o pecado, mas és amigo das pessoas pecadoras. Concede-nos a tua misericordiosa graça.
C.       ♪ Senhor, perdoa os pecados. Perdoa a nós todos. Ouve nossa voz, Senhor. (Nº 427 HPD)
L.       Perdoa nosso orgulho, nossa arrogância e perdoa a nossa falta de fé em Jesus, nosso único Senhor e Salvador. Transforma a dureza dos nossos corações e ajuda-nos a amar nossos irmãos e irmãs de modo sincero e verdadeiro.
C.       ♪ Senhor, nós rogamos isto, em nome de Cristo, pra sempre. Amém! Amém! (Nº 427 HPD)

Anúncio da graça

L.       Nossa confissão sincera recebe como resposta uma boa notícia. O mesmo Salmo 32 testemunha: “Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.”. Querida comunidade, vamos nos alegrar, pois os nossos pecados são perdoados. Isto, vos anuncio em nome de Deus, o Pai, e o Filho, e o Espírito Santo. Amém!

Gesto da Paz

L.       Porque Deus nos perdoa primeiro, podemos nos perdoar mutuamente. Nas primeiras comunidades cristãs as pessoas diziam assim: “Apesar dos nossos desencontros e ofensas, podemos nos reconciliar, pois em Cristo somos um e temos comunhão.” Como sinal de reconciliação e gesto de paz, enquanto cantamos o próximo hino, com um aperto de mão, com um abraço fraterno, desejemos uns aos outros a paz de Cristo.

Hino                                                                                                                                                                                                     C.       ♪ PAZ, PAZ DE CRISTO (Nº 368 HPD)

Oração do Dia

L.       Deus do amor e da compaixão, tu conduziste teu povo em momentos de conflito e bonança. Estiveste ao lado das primeiras testemunhas do teu Evangelho. De tal modo, estejas tu também conosco neste momento em que nos preparamos para ouvir da tua santa Palavra. Santo Deus, cremos que só tu, através da tua Palavra podes dar um rumo à nossa vida. Reunimo-nos diante da tua face porque cremos e confiamos na mensagem de salvação e vida eterna em Jesus. Dá-nos a graça do Espírito Santo, para acolhermos com fé e devoção a tua mensagem neste culto. Isto te pedimos em nome de nosso Senhor Jesus Cristo que, contigo e com o Espírito Santo, vive e reina hoje e eternamente. Amém!

LITURGIA DA PALAVRA

Hino                                                                                                                                                                                                               C.       ♪ FONTE DA CELESTE VIDA (Nº 132 HPD)

Leitura da Epístola

L.       2 Coríntios 5. 16-21

Comentário

L.       O apóstolo Paulo afirma que Cristo justificou, reconciliou, cada um de nós com Deus. A partir disto temos a tarefa de promover a reconciliação no mundo. Busquemos entender quem nós somos, procuremos redescobrir nossa identidade para melhor viver e conviver como irmãos e irmãs na fé.
C.       ♪ /:É como a chuva que lava, é como o fogo que arrasa. Tua palavra é assim, não passa por mim sem deixar um sinal.:/ (Nº 51 ETC)

Proclamação do Evangelho

L.       Lucas 15. 1-3; 11b-32

Comentário

L.       No evangelho de hoje é narrada a conhecida “Parábola do Filho Pródigo”. Aquele filho estava perdido e sem rumo. Não sabia mais o que fazer da vida. No entanto, quando recordou a sua história, quando relembrou de quem era filho, parece que ele encontrou uma saída, uma solução para seus problemas. Também somos convidados por Cristo a recordar quem somos, saber de nossa história e retomar os passos com Deus.
C.       ♪ /:Louvemos todos o nome do Senhor.:/ (Nº 349 HPD)

Prédica: Josué 5. 9-12

(para ler a prédica acesse o link: TEXTO DA PRÉDICA)

Confissão de Fé

L.       Creio em Deus, Pai, Todo-poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus cristo, Seu filho unigênito, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao mundo dos mortos, ressuscitou no terceiro dia, subiu aos céus e está sentado à direita da Deus, Pai, Todo-poderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa igreja cristã, a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém.

Hino e ofertas:
C.       ♪ PEREGRINOS (Nº 444 HPD)
Destino das ofertas:________________________________

LITURGIA DE DESPEDIDA

Avisos

L._______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Hino                                                                                                                                                                                                    C.       ♪ NOSSOS CORAÇÕES PERTENCEM (Nº 50 HPD)

Oração Geral da Igreja

L.       Senhor, nosso Deus, ao final deste culto nos dirigimos a ti em oração para agradecer, clamar e interceder. Damos-te graças pela nossa vida, pela nossa família, por nossos amigos e pela comunidade cristã. Tu és Deus presente, que sempre te colocas ao nosso lado. Ajuda-nos a encontrar forças para defender a justiça neste mundo a partir de situações próximas na nossa vida cotidiana. Ajuda-nos a não fraquejar na fé e continuar firmes no testemunho do teu Evangelho. Desperta em nós corações solidários. Dá-nos mentes e ouvidos abertos, para escutarmos permanentemente tua Palavra e torná-la viva em nosso meio. Sustenta-nos em momentos difíceis, para não cairmos na tentação das mentiras e falsidades. Ajuda-nos para que proclamemos a liberdade da salvação e reconciliação em Cristo Jesus. Senhor Deus, concede força aos que estão doentes, ânimo aos que estão sem alento, consolo aos que estão enlutados e sabedoria aos que se encontram diante de decisões e situações difíceis. Lembramos, especialmente, das seguintes pessoas:
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Em tua infinita bondade, atende-nos, bondoso Deus. Tudo o que temos em nossas mentes e corações, colocamos em tuas mãos, quando juntos oramos:

Pai-Nosso

L.       Pai – nosso que estás nos céus, santificado seja o Teu nome, venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois, Teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.

Bênção

L.       “Que o SENHOR te abençoe e te guarde; Que o SENHOR faça resplandecer o Seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; Que o SENHOR sobre ti levante o Seu rosto e te dê a paz.” (Nm 6.24-26) Assim, te abençoe o trino Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Envio

L.       Vamos todos em paz e sirvamos ao Senhor com alegria!

Poslúdio

C.        ♪ (________________________________)