RETIRO DE JOVENS


Olá pessoal, nos dias 27 e 28 de outubro teremos Retiro de Jovens no Núcleo Sudoeste do Sínodo Rio Paraná. 
O Retiro acontecerá no 
Centro de Formação em Águas do Verê

Converse em sua paróquia. 
Organize seu grupo e venha participar!

RETIRO CULTURAL DA JUVENTUDE


Nos dias 7, 8 e 9 de setembro, em Cascavel/PR, aconteceu mais uma edição do RETIRO CULTURAL da Juventude Evangélica Luterana.


Foi um final de semana de muita diversão, louvor, atividades, pregação e comunhão.
Nós da Paróquia de Pato Branco também estivemos presentes. 

Confira algumas fotos:
Clique em qualquer das fotos e veja todas (ampliadas). Passe adiante com a seta para o lado ->









































Novo site do Sínodo Espírito Santo a Belém - IECLB


Pessoal, já faz um tempão que o site do SESB (Sínodo Espírito Santo a Belém - IECLB) estava fora do ar (Em manutenção). Todas as semanas eu dava uma espiada para ver se já estava de volta. 

SIM! Ele está de volta. E, está fantástico.

Vale a pena dar uma passadinha e conferir o novo visual, com mais recursos, mais material. Realmente está mostrando a cara do Sínodo e fazendo jus à campanha missionário lançada nesta última Assembleia Sinodal, sob o tema “Ser, participar, Testemunhar”. Não deixem de conferir: 
Parabéns Equipe!


CLIQUE NA IMAGEM!





Independência ou morte: reflexões sobre justiça e liberdade


Independência ou morte: reflexões sobre justiça e liberdade

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.” Mt 5.6
“e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Jo 8.32

        Os manuais de história do Brasil costumam narrar que, aos 7 dias do mês de setembro de 1822, Dom Pedro de Alcântara de Bragança, às margens do rio ou riacho Ipiranga, ante sua comitiva, bradou o afamado “Grito do Ipiranga” com as estridentes palavras “Independência ou Morte!”. A historiografia contemporânea questiona a veracidade deste evento. Não sabe dizer se é fato verídico, muleta histórica ou fábula.
        O quão importante é o desvelo deste “fato” pouco importa. No entanto, muito importa aquilo que do evento emerge: todos os anos, no dia 7 de setembro comemora-se a Independência do Brasil. É feriado nacional! As escolas fazem apresentações, desfiles e homenagens aos herois da pátria. Mas, que reflexão é feita sobre a real liberdade para o povo brasileiro? Como está o diálogo acerca da prática e implantação da justiça na sociedade?
        Olhando para o testemunho bíblico percebemos que quando Jesus fala de JUSTIÇA, Ele o faz recordando-nos dos vários significados que o termo pode ter. Quando Deus age em nosso favor, salvando-nos, Ele faz valer a Sua justiça (Mt 3.15; 21.32 - dikaiosu,nh tou/ qeou/) que é totalmente gratuita (Mt 20. 1-16). Jesus também faz notar que a justiça deve ser uma prática constante entre seus seguidores (Mt 5.20; 6.1). Praticar a justiça deve ser uma característica de quem confessa ser cristão (Mt 6.33). Para Jesus ela é um dos preceitos mais importantes (Mt 23.23). Conforme suas palavras no sermão do monte, buscar e praticar a justiça não é tarefa fácil, porém deve ser um de nossos desafios na esperança por um mundo melhor aqui mesmo e depois (Mt 5.10).
        Na sociedade, Justiça e Liberdade devem ser parceiras. Precisam andar lado a lado. Caso contrario não haverá nem uma, nem outra. Nos Evangelhos o termo LIBERDADE (evleuqero,w) aparece somente uma vez em João 8.31-32 (“Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”). O contexto dos versículos mostra que não há uma conotação política nas palavras de Jesus. A pregação de Jesus considera que livre é quem está fora das amarras do pecado, graças à fé Nele, como único caminho, verdade e vida (Jo 14.6). Assim, devemos testemunhar que, quando percebemos que somos libertos por Deus, precisamos zelar e prezar pela liberdade de todas as pessoas. Ser liberto das amarras do pecado vale também para ser liberto de para viver de forma digna e justa já nesta vida.
        Os cristãos dos primeiros séculos definiram de forma magistral o que pode ser uma prática da justiça e uma vida em liberdade. Quando, na reunião da comunidade, depois de ouvida a palavra de Deus, juntos e de braços abertos confessavam crer “na santa Igreja Cristã, a comunhão dos santos”, estavam afirmando ser possível viver de forma justa para preservar a liberdade de todas as pessoas.
        O reformador da igreja cristã, Martim Lutero, cria piamente que devemos praticar a justiça a partir da liberdade que nos foi concedida por Deus.  No livreto “Da liberdade cristã” ele expressa: “Um cristão é senhor livre sobre as coisas e não está sujeito a ninguém. Um cristão é um servo prestativo em todas as coisas e está sujeito a todos.” Com isto ele recupera a pregação bíblica da prática do mandamento do amor. Quem reconhece que é amado por Deus, ama praticando a justiça e zelando pela liberdade. Conforme Lutero, “o amor é, pois, prestativo e se sujeita ao objeto que ama.”
        O entendimento acerca da prática da justiça e a busca por liberdade atravessa os séculos. O pastor luterano Dietrich Bonhoeffer, em meio às injustiças e aprisionamentos da 2ª Guerra, expressa que não devemos jamais esmorecer na busca por justiça e liberdade. Como pastor, ele afirma que as pessoas de fé devem participar deste processo. Suas palavras são inspiradoras quando afirma que “a igreja deve participar das tarefas mundanas da vida social humana, não dominando, mas auxiliando e servindo. Ela deve dizer às pessoas de todas as profissões o que é uma vida com Cristo, o que significa ‘existir para os outros’.
        As palavras de Jesus nos evangelhos, a prática dos primeiros cristãos, a redescoberta de Lutero e a vivência atuante de Bonhoeffer nos servem de inspiração para pensar o que é justiça e liberdade. Justiça e liberdade acontecem quando deixamos Deus agir em nosso meio. Justiça e liberdade tornam-se práticas naturais de nosso viver, quando somos inspirados pelo Evangelho, que é Cristo.
        Sinceramente, não creio que o evento “Grito do Ipiranga”, em 7 de setembro de 1822 tenha contribuído para haver justiça e liberdade em nosso país. Depois de 190 anos percebemos que o povo brasileiro foi usado e usurpado em sua liberdade. Justiça tornou-se apenas uma palavra bonita e mal utilizada. Estamos acompanhando pelos meios de comunicação os atropelos e desfechos do famoso “mensalão”. Uma prova clara que a liberdade não é tida como valor social e que a justiça não acontece de verdade. Por mais que a vida econômica do cidadão brasileiro tenha melhorado (poder aquisitivo), ainda falta muito (educação) para haver justiça e liberdade.
        Nesta sexta-feira, mais uma vez, iremos passar o feriado da Independência. Em meio aos desfiles, bandas marciais e fogos de artifício, peçamos a Deus para que Ele implante em nossos corações vontade e desejo de justiça e liberdade para todos, por que do dia 07 de setembro até 07 de outubro falta só um mês!

Marcelo Peter

REFERÊNCIAS:
ALTMANN, Walter (Org.). Nossa fé e suas razões. São Leopoldo: Sinodal, 2004.
BIBLE WORKS. Version 6.0.005y. Norfolk: Bible Works, c2003.
BIBLIA DE ESTUDO ALMEIDA: Tradução de João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.
KILPP, Nelson. Espiritualidade e compromisso. São Leopoldo: Sinodal, 2008.
LUTERO, Martim. Catecismo Menor. São Leopoldo: Sinodal, 2008.
LUTERO, Martim. Da liberdade Cristã. São Leopoldo: Sinodal, 1998.
MALSCHITZKY, Harald. Dietrich Bonhoeffer: discípulo, testemunha, mártir. São Leopoldo: Sinodal, 2005.
MEISTER, Sabine. O Sermão do Monte e as Bem-aventuranças: como compreender hoje. São Leopoldo: Sinodal, 2006.